"Disso me recordarei..."

“Durante todo o tempo em que estivemos nas listas de chamadas do STBOB, não foram poucas as vezes em que recorremos às nossas famílias, vocês foram nossa âncora por tantas vezes. A vocês hoje, o nosso muito obrigado. E um agradecimento especial, à minha mãe, sua intercessão contínua e seu serviço por mim eu nunca poderei retribuir”.

Eu, assim como o profeta chorão, quero trazer à memória aquilo que me dá esperança. E essa frase ai em cima, me traz esperança.
Já faz quase 14 meses desde que escrevi as palavras supra-citadas, era um momento de extrema felicidade, a coroação de 36 meses pra mim, e de 48 para alguns, era o fim do nosso seminário. O fim da “era do deserto”. E hoje preciso relembrar isso, para me encher novamente de ânimo e vontade.
Há pouco mais de 24hs eu estava relembrando o que ela fez por mim, ainda em 2004, quando perdi a bolsa do seminário paga pela igreja. Eu trabalhava para merecer, e chegou uma hora que não deu mais, minha imaturidade e impulsividade, aliada à já reconhecida incompreensão burocrática e institucional da igreja, me fizeram parar de merecê-la. E agora eu estava à mercê do kairós divino.
Eu ainda fazia jornalismo nessa época, cursava duas faculdades, e não tinha como trabalhar. E nem sei como, mas Ele, através do serviço dela, me fez terminar o 1º ano do seminário sendo mantido em sigilo por uma “mantenedora”, fruto da ação misericordiosa deles para comigo.
Ela foi capaz de pedir a meu favor, aquilo que ela não teria coragem de pedir para si mesma. Não por orgulho, eu acredito, mas, não estou certo se ela faria isso por ela mesma, porém foi capaz de fazer por mim. Na ação caridosa e generosa dela e de sua amiga “mantenedora”, eu fui agraciado pelas bênçãos dEle.
Na mesma semana, a passada, eu me lembrei que quando eu fiz o famoso seminário “Veredas Antigas”, me senti numa panacéia enjoativa e forçosa, mas que me trouxe a mente que nada daquilo era novo pra mim, aquelas eram idéias (não todas, obviamente – pois nem tudo aquilo é salutar e cristão) que eu já conhecia de algum lugar, e descobrir que lugar era esse foi tão fácil quanto achar um erro de português num discurso do Lula. Esse lugar era minha casa, mais especificamente: ela.
É engraçado analisar e ver que todo o arcabouço ‘criacional’ dela foi dado por Ele; a sabedoria que ela esbanjou partiu e se voltou pra Ele, que a iluminou para fazer dela alguém aplausível a Ele. É impressionante como tudo caminha, gira, corre, por vezes foge, mas acaba encontrando sua razão nEle. Realmente é fato essa tríade pronominal: dEle, por Ele e para Ele. Ele é!
O caminho que ela me passou na criação foi o caminho do dEle, da confiança e dependência nEle. Sei que pode parecer agnóstico o fato de que foi ela e não Ele quem correu atrás da bolsa, e foi ela e não Ele quem me alimentou com fluídos nutritivos do seu ser, mas ela só fez isso porque Ele predeterminou tudo antes mesmo da fundação do mundo, é assim que creio, e é isso que enche de paz e esperança meu órgão mais vital, o coração do meu ser.
Se Ele me deu ela, então a glória não é dela, mas dEle; todavia a ela a minha eterna gratidão, assim como a Ele minha eterna devoção e louvor. Entendo quem sou e onde estou, é mister que aquilo que uso não é meu por direito, tampouco o que tenho pode invejar alguém, mas ser vale imensamente mais que ter. E o que sou, devo integralmente a Ele que me criou, e me sustenta segundo o beneplácito de sua vontade. Bondade esta que, creio eu, se manifesta hodiernamente de forma palpável na pessoa dela.
Quero crer com todas as minhas forças (porque isto também me faz bem), que ela é presente dEle pra mim, assim como ela me enxerga como dádiva dEle pra ela.
Nessa nova fase da minha vida, de caminhar no escuro esperando que Ele me encontre e me guie, sou grato a ela por palavras de bênçãos rogadas diariamente a Ele. Estar onde estou não é por mérito meu, mas concluir o seminário foi, em grandíssima parte, mérito dela, e foi isto que me permitiu ser quem sou tão jovem. Graças dou sempre, por Ele não ter levado em consideração minha imaturidade, impulsividade, prosmicuidade, pecabilidade, mas ter me dado sua mão tenra e poderosa num prisma espiritual, para juntos caminharmos nesta empreitada ministerial.
Só Ele sabe o quanto sou grato por ela.
A Ele, o Poderoso Deus, quero dedicar toda minha força e vida para todo o sempre, amém!
E a ela, minha mãe, meu carinho e gratidão enquanto ambos vivermos.

Soli Deo Gloria

Comentários

stela disse…
Em cada texto seu q leio me sinto ainda mais orgulhosa de poder desfrutar de sua amizade, e vc sabe q é isso mesmo o q sinto... Eu quero ver sua unção "explodir" nesse ministério lindo, q Deus te entregou com todo amor, "RESGATAR ALMAS"... eu creio nisso e ELE tbm...