Influências...

Essa madrugada peguei pra ler “Segredos da Liderança”, de Josué Campanhã, num dado momento do livro ele cita que "os maiores segredos da liderança são aqueles que Deus lhe ensina, e você coloca em prática". E diz que sempre buscou alguém que pudesse servir de modelo, para seguir e inspirar. Mas na verdade, como José do Egito, aprendeu sozinho, só com Deus.
Eu parei e ponderei minha história, como o renomado Campanhã, eu também sempre busquei um modelo, no meu caso eu sempre procurei um “Eli”, um mestre como Samuel teve, alguém que me dissesse: “Quando ouvir a voz de Deus, diga:...”, mas nunca achei, e os que pensei ser só me decepcionaram, me jogando em calabouços egípcios.
Não me sinto como José, nem tampouco como Samuel – apesar de crer que a fé da minha mãe é similar a de Ana – mas eu li Philip Yancey, que em “Alma Sobrevivente”, elenca determinadas pessoas que lhe serviram de mentores, algumas de forma apenas literária, como Tolstoi e Dostoievski, e desta mesma forma eu cito meu maior mentor literário, o cara que mudou minha vida, mudou minha concepção de Deus e missões, Bruce Olson.
Pra ter uma rápida noção do impacto que esse cara teve sobre mim, basta olhar meu MSN, onde eu uso como nick, meu nome seguido do sobrenome “OLSON”. Descobri “Por Esta Cruz Te Matarei”, há cinco anos atrás, na época com a mesma idade de Bruce no inicio de sua aventura missionária, e cri estar ali a chave da minha então medíocre vida.
Tinha energia, 19 anos, saúde, chamado e muita vontade, não me restava mais nada, bastava apenas colocar uma mochila nas costas e rumar para uma civilização tribal selvagem e ágrafa. Mas meu pai e meus amigos me impediram, e até hoje eu penso se realmente fraquejei em obedecer, ou fui sábio em ouvir a voz do meu pai (que deu inúmeras demonstrações de não saber ouvir Deus).
O fato é que eu tinha apenas 19 anos, pouca experiência, e acreditava que obedecer o pai era cumprir a vontade de Deus (Ef. 6:1-3), e o fiz por interesse, pois na bíblia havia promessas pra minha atitude obediente. Mas sofri com isso, e se não fosse a PIB-CG e minha mãe na vida, eu teria desviado feio.
Bem já mostrei o quanto esse cara me influenciou, causou um turbilhão na minha curta vida. Mas ninguém me influenciou mais que minha mãe. Na frustração de não ser um Bruce Olson, coube a mim o sonho de ser seminarista, e quando todos viraram as costas pro meu chamado, ela me estendeu a mão.
Após três tentativas eu entrei no seminário, ela estava lá pra me receber. E cabe ressaltar que só entrei no STBOB por muita oração da minha mãe, pois meus pastores haviam barrado anteriormente minha ida, e Deus mudou o coração do Pr. Miguel que me ofereceu seminário, nem sei se ele lembra disso, mas foi usado por Deus pra me abençoar.
Minha mãe é daquelas mães que te diz: -“Filho, não saia de casa sem casaco”, e você olha para o céu, aquele sol de arder a moleira, nem tem porquê levar a sério o conselho e sai sem o agasalho; segundos depois, a temperatura cai e acabo passando frio na rua por não te-la ouvido. Descobri cedo que ela é sensitiva quando se trata de cuidar dos filhos.
Outro dia, na benção do meu 1º retiro dos pastores, fomos levados a pensar sobre os pastores que mais nos influenciaram, e eu pensei bastante, e até lembrei de esporádicas visitas pastorais, mas não me lembro de pastor meu me perguntando se eu estava bem, ou me tratando as feridas, quem fazia isso era minha mãe. Ela me pastoreou com zelo e primor.
Uma vez o Pr Josué Chang orou comigo, como um pastor de verdade, hoje a tarde no seminário o Pr Josué Costa também orou comigo, e me senti acalentado e cuidado por Deus. Metade da minha adolescência passei sendo “pastoreado” pelo meu pai, que não fazia nem uma coisa nem outra, na PIB a “integração” era meu pastor, e o Domício até que tentou, o resto respondia minhas perguntas.
E em todo esse período era minha mãe quem segurava as pontas das minhas crises. Eu sou demasiadamente complicado e complexo, buscava desvairadamente a ordenação e, enquanto isso não acontecia, eu tentava conhecer um pouco do mundo. Vive nessa dicotomia quase três anos, e foi ela que eu vi orando por mim quando eu chegava de madrugada em casa; era ela quem me comprava doce pra me deixar acordado pra cantar na igreja domingo cedo; ela me diagnosticava e me cuidava.
Nos dedos de uma mão eu conto os pastores que me ensinaram alguma coisa pessoalmente – e este relato fica pra uma outra hora, agora eu junto essa mão à outra e reverencio aquela que me pastoreou como ninguém. E fico feliz em saber que não usurpei esse privilégio de forma egoísta, mas compartilho com gente que nem sei o nome os cuidados pastorais da minha mãe.
Meu irmão Aldezir “Pinucho”, gosta de dizer que a aula da minha mãe no seminário é um “Retorno à Santidade” (sem plagio ao Dr. Frizzell) e este caminho de volta ela ensinou a muitos, que lhe são eternamente gratos. Tanta gratidão à minha mãe me enche de orgulho, pois EU SOU O FILHO.

Soli Deo Gloria

Comentários

Élida disse…
"Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã."(Salmos 30:5)

Sabe quando inutilizamos o Diabo?
Quando exercemos o perdão, pois ele não suporta nos ver no esconderijo do Altíssimo sendo totalmente dirigido pelo Seu Espírito.
Para todas as dificuldades temos soluções, uma noite é como o tempo que dura quando estamos digerindo nossos problemas tentando resolvê-los, mas você está no caminho certo, está na dependência do Pai, e, esse é o caminho para atravessar a noite e chegar à manhã, que é tempo de Deus, e assim desfrutar o regozijo da alegria no Senhor!
Ore muito por seu pai, não deixando que essa situação atravesse seu lindo caminho. Esteja preparado para o desfrute das delícias que Jesus tem pra ti!
Creio no poder de Deus, creio na restauração e ainda mais, creio nas promessas Dele!
Muita paz em Jesus!
Patê disse…
Eu queria começar esse comentário com palavras de gratidão, tanto à minha mãe quanto aos meus pastores...mas infelismente não tive o mesmo privilégio que vc, Pr. ludy, teve, mas me orgulho em poder dizer que EU SOU A AMIGA de um pastor que é exemplo de pessoa, de amigo, de filho, de pastor. Essa é minha gratidão, pois tão quanto vc, meus pastores falharam em me ensinar, mas a culpa não é deles, a culpa a mim pertence, já que sou teimosa e desafiadora...mas ao contrário, tive um pai que foi exemplo de homem na minha vida, o qual me orgulho carregar a herança, o legado e o sobrenome, e um avô que agiu como mãe, ante a "ausência" da minha. Mas aprendi, pra desfechar com moral na história, que, como disse, a culpa foi minha. Foi minha por confiar que "salvadores da pátria" (leia-se pastores) deveriam me auxiliar, conquanto nada disso fora feito. Aprendi inclusive, que a minha cruz eu que tenho que carregar...pq assim EU amadureço. Mas continuo enfatizando a razão ao que vc mencionou, motivo pelo qual deixei de ser líder de célula. Porque afinal, se eu, falhadamente, buscava seguir um líder, como todos aqueles mencionados, e não o tive, só me restava seguir a voz de Deus e aplicar a palavra, coisa que ainda estou tentando fazer...